Entre a promessa e a exclusão: tensões nas políticas de educação bilíngue no Brasil
Resumo
Este artigo propõe uma análise crítica da educação bilíngue no Brasil, tensionando os discursos hegemônicos que sustentam o mito do monolinguismo nacional e a ascensão das escolas bilíngues pautadas na lógica de mercado. Parte-se da constatação de que, apesar da profunda diversidade linguística brasileira, ainda predomina a ideia de que o português é a única língua legítima do país — narrativa sustentada por políticas linguísticas de apagamento histórico. Em seguida, examina-se a expansão das escolas bilíngues português–inglês e a promulgação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Plurilíngue, analisando como esses processos aprofundam desigualdades e legitimam uma compreensão utilitarista e hierarquizante da linguagem. Por fim, o artigo aponta princípios para uma educação bilíngue, fundamentadas em uma pedagogia intercultural crítica e não colonial, comprometida com a justiça linguística, cognitiva e social.
Palavras-chave
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PDFDOI: 10.3895/rtr.v10n0.20640
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Revista Transmutare
ISSN: 2525-6475
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