Alteridade, discurso e jornalismo: sentidos sobre os chineses na imprensa brasileira “de referência”
Resumo
Este artigo toma como objeto a construção discursiva do chinês enquanto figura de alteridade no jornalismo brasileiro, a partir da Análise de Discurso de filiação materialista. A partir de um corpus constituído por notícias da editoria “Mundo” da Folha de S.Paulo publicadas em 2023, a análise incide sobre o funcionamento de regularidades lexicais, generalizações e mecanismos de silenciamento, compreendidos como práticas discursivas historicamente situadas que produzem efeitos de sentido associados à suspeição, à vigilância e à ameaça, incidindo na conformação de um imaginário social sobre os chineses no contexto pós-pandemia de Covid-19. Destaca-se o uso reiterado de termos como “espionagem” e a associação metonímica entre Estado chinês e população, que mobilizam uma memória discursiva estabilizada que sustenta a reinscrição do chinês na posição de um “outro” marcado pela desconfiança.
Palavras-chave
Discurso jornalístico; Xenofobia; Alteridade.
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PDFDOI: 10.3895/rde.v17n28.21462
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