“Essas pretinhas intrusas que não se aquietam”: os efeitos psicossociais do racismo sofrido por mulheres negras nordestinas que moram no oeste de Santa Catarina

Erika Fernanda Köfer, Anderson Luis Schuck, Ana Paula Risson, Álvaro Cielo Mahl

Resumo


O Sul do Brasil, especificamente o oeste de Santa Catarina, por ser composto por uma população majoritariamente branca, é cenário de inúmeras manifestações do racismo em nossa cultura, articulado igualmente com as desigualdades de gênero e a xenofobia. Este estudo objetivou compreender os efeitos psicossociais do racismo sofrido por mulheres nordestinas que moram no Oeste de Santa Catarina, observando o processo de colonização e as possibilidades de enfrentamento desta realidade no contexto local. O processo de pesquisa envolveu entrevistas em profundidade com 4 mulheres negras e nordestinas, que moram em cidades do oeste catarinense, sendo a análise e discussão dos dados a partir do método psicanalítico. De modo geral pode-se observar que os padrões normativos de branquitude impactam na subjetividade e nas relações que estas mulheres mantêm com a realidade social, ocasionando efeitos de negação e rejeição do corpo negro, mas também configuram modos de visibilidade e resistência.


Palavras-chave


Racismo; Efeitos Psicossociais; Mulheres nordestinas; Psicanálise

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2019 CC-BY-NC

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - NãoComercial 4.0 Internacional.
ft_peri

Av. Sete de Setembro, 3165 - Rebouças CEP 80230-901 - Curitiba - PR - Brasil

logo_utfpr