Nós somos mulheres: uma analise da chama-e-resposta no samba

Jéssica Cristina Alvaro Oliveira, Fernanda Pacheco Huguenin, Giovane do Nascimento

Resumo


Este trabalho tem por objetivo analisar o diálogo estabelecido entre duas letras de samba: “Nós Somos Mulheres” de Doralyce Ferreira e Silvia Duffrayer e “Mulheres” de Toninho Geraes. Essa interlocução pode ser compreendida a partir de um modelo de chamada-e-resposta muito comum nas rodas de samba, aquele em que dois solistas dialogam. Sob a ótica da africanidade apresentamos o samba enquanto uma expressão cultural de origem negra, cuja subversão foi central para sua existência. A pesquisa orientou-se por uma revisão bibliográfica do assunto. As músicas são analisadas como dados sociais, visto que estão correlacionadas a uma época e consequentemente refletem o mundo social. Verificamos que a teoria crítica feminista negra fornece insumos teóricos, como a interseccionalidade, para compreendermos as reivindicações e denúncias apresentadas pelas compositoras na letra da música. Podemos perceber que esse diálogo, diz respeito, ao exercício do lugar de fala e do ponto de vista, tão reivindicados por feministas negras.


Palavras-chave


Samba; Interseccional; Africanidade; Chamada-e-resposta; Lugar de fala.



DOI: 10.3895/cgt.v14n44.11577

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